John Lewis: ícone do movimento dos direitos civis nos Estados Unidos 1
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John Lewis: ícone do movimento dos direitos civis nos Estados Unidos

Talvez não exista uma figura cuja vida e carreira personifique mais a promessa, o sucesso e os desafios contínuos dos direitos civis para os negros dos Estados Unidos do que John Lewis, falecido em 17 de julho de 2020. Neste artigo, lamentamos essa tremenda perda e recordamos a sua incrível história através de alguns documentos exclusivos do Arquivo Nacional dos EUA.

Liberdade acadêmica tem sido tema de debates globais. Foto: Fred Kearney.
História Importada

O ataque global à academia

“Morte cívica” foi o conceito que os apresentadores Seçkin Sertdemir e Esra Özyürek propuseram a fim de explicar a condição dos acadêmicos demitidos por decreto de emergência na Turquia. Após a tentativa de golpe de 15 de julho de 2016, o regime do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), liderado por Tayyip Erdoğan, promulgou vários decretos com os quais funcionários públicos considerados de oposição ou pertencentes a uma seita religiosa, os chamados Gülenists, foram sumariamente demitidos. Sertdemir e Özyürek explicam que diferente de morte civil, a morte cívica implica retirar dos acadêmicos os seus direitos civis e políticos. Isso inclui proibi-los de terem emprego no setor público, colocá-los em uma lista que os impede de trabalhar no setor privado, confiscar seus passaportes e envergonhá-los publicamente, publicando seus nomes em jornais locais, vinculando-os a histórias e manchetes escandalosas. Foi doloroso ouvir que, para escapar dessa desumanização e evitar “se tornar descartável”, alguns acadêmicos se juntaram a outras pessoas que também tentavam escapar Turquia em barcos, tornando-se, assim, refugiados. Como sabemos muito bem, esta tem sido uma linha tênue entre a vida e a morte.”