Marcolino Candau, o médico brasileiro que foi diretor-geral da Organização Mundial da Saúde por 20 anos
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O médico brasileiro que foi diretor-geral da Organização Mundial da Saúde por 20 anos

“A partir de início dos anos 1950, a recém-criada OMS precisava lidar com um mundo de geopolítica bipolar – repartido entre União Soviética e Estados Unidos – e com as potências europeias que não abriam mão de seus impérios coloniais, ou tentavam recuperá-los: Inglaterra, França, Bélgica e Portugal. Aos poucos, o sonho de uma comunidade colaborativa foi desvanecendo, e a agência acabou se aproximando da política externa dos EUA, tornando-se parcialmente refém de recursos financeiros e interesses norte-americanos.”

Comprimidos e pílulas ilustram a cloroquina e outos medicamentos da mesma família.
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A origem da cloroquina: uma história acidentada

“A longa história de tratamento da malária no Ocidente inicia-se com a quinina, uma substância extraída da casca da Chinchona, planta bastante comum na América do Sul. A quinina é tradicionalmente utilizada na prevenção e tratamento da malária desde o século XVII, quando espanhóis observaram, no Peru, que o uso costumeiro da Chinchona pelas populações locais mostrava-se efetivo no combate à doença. A planta foi levada então para a Europa e lá a quinina se difundiu e se generalizou no tratamento das febres periódicas que caracterizam a malária, também conhecida como impaludismo, paludismo ou febres palustres. O princípio ativo da quinina foi isolado pela primeira vez pelos franceses em 1820, e isso viabilizou a sua manufatura e administração em pílulas.”