Especial da semana

Cristiane de Assis Portela na Universidade de Brasília.
Entrevista

“Ao acessar narrativas de autoria indígena, devemos estar muito atentos ao risco de reforçar visões exotizadas ou essencializadoras”

Em entrevista, a historiadora Cristiane de Assis Portela, professora do Departamento de História da Universidade de Brasília (UnB), fala sobre o conceito de interseccionalidade na área da educação e os desafios do ensino de história após a promulgação da Lei 11.645/2008, que estabelece como obrigatório nas instituições de educação básica do país o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.

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Comprimidos e pílulas ilustram a cloroquina e outos medicamentos da mesma família.
Em Foco

A origem da cloroquina: uma história acidentada

“A longa história de tratamento da malária no Ocidente inicia-se com a quinina, uma substância extraída da casca da Chinchona, planta bastante comum na América do Sul. A quinina é tradicionalmente utilizada na prevenção e tratamento da malária desde o século XVII, quando espanhóis observaram, no Peru, que o uso costumeiro da Chinchona pelas populações locais mostrava-se efetivo no combate à doença. A planta foi levada então para a Europa e lá a quinina se difundiu e se generalizou no tratamento das febres periódicas que caracterizam a malária, também conhecida como impaludismo, paludismo ou febres palustres. O princípio ativo da quinina foi isolado pela primeira vez pelos franceses em 1820, e isso viabilizou a sua manufatura e administração em pílulas. Em seguida, a eficácia no controle das febres generalizou a utilização médica da quinina, que, no entanto, apresentava vários inconvenientes, como o sabor desagradável e efeitos colaterais: alterações visuais, zumbidos no ouvido, distúrbios gastrintestinais e icterícia. Além disso, começou-se a observar falhas da quinina no tratamento de reincidências da malária e casos em que o parasita persistia no sangue dos pacientes, mesmo após administração de altas doses da droga. Havia também, no plano comercial, uma série de entraves ao uso da substância, já que os holandeses praticamente monopolizavam as plantações da chinchona em Java, na Indonésia, e detinham o controle da circulação e da comercialização da quinina por meio de um poderoso cartel. Deste modo, foi preciso encontrar uma alternativa à substância.”