Coletivo de historiadores promove ciclo de palestras online sobre fascismo

Com linguagem didática, mas sem perder o rigor acadêmico, “Fascismo: origem, enraizamentos e permanências” é voltado para estudantes, professores e pessoas em geral com interesse no tema.

Benito Mussolini (no centro) durante a Marcha sobre Roma, em 1922. Foto: Wikipédia.

O coletivo de historiadores “Política Através da História” promove entre os dias 15 e 18 de março um ciclo de palestras sobre fascismo que visa promover debates históricos atualizados sobre o Fascismo e suas ramificações desde o seu período de concepção até os dias atuais.

Com linguagem didática, mas sem perder o rigor acadêmico, o evento é voltado para estudantes do ensino básico e superior, profissionais ligados ao ensino de História, Geografia, Sociologia, Filosofia e Ciências Humanas em geral, além de pessoas sem formação na área.

O ciclo acontece online, através da plataforma Synpla. Serão 4 palestras com professores e pesquisadores do tema e que vão abordar diferentes aspectos, temporalidades e movimentos deste fenômeno. Além do próprio desenvolvimento da política fascista na Itália, serão tratados também as ramificações deste pensamento pelo restante da Europa, inclusive no Nazismo alemão. O ciclo também vai promover reflexões e debates sobre as permanências do Fascismo nos dias atuais e na realidade política brasileira.

O curso tem o custo de R$ 59,00, podendo ser parcelado em até 12 vezes no cartão de crédito. Além do preço popular, o ciclo de palestras oferece a gravação das aulas para aqueles que não puderem acompanhar ao vivo e certificado para os inscritos. Para mais informações sobre inscrição, palestrantes, temas e horários, clique aqui.

Os fascismos, os novos e os velhos

Em 2022, o episódio conhecido como “Marcha sobre Roma”, que culminaria com a ascensão do Fascismo italiano na figura de Benito Mussolini ao poder, completa 100 anos. Desde então, a palavra “Fascismo” tem feito parte de nosso vocabulário político. O termo passa a ser largamente usado com a expansão dos movimentos de extrema-direita que, em alguns países, como o Brasil, conseguem chegar ao cargo máximo da política representativa.

A ascensão de novas e velhas ideias sobre o fascismo acompanha diversos elementos inseridos no debate público que, apesar de não serem novos, estavam à margem de qualquer percepção científica oficial. Como exemplo disto, vemos vários negacionismos históricos que visam introduzir no imaginário popular falsas questões, como “o nazismo ser de esquerda” ou “a simetria entre Comunismo e Fascismo”. Essas e outras questões serão examinadas no curso.

Bruno Leal

Fundador e editor do Café História. É professor adjunto de História Contemporânea do Departamento de História da Universidade de Brasília (UnB). Doutor em História Social. Tem pós-doutorado em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Pesquisa História Pública, História Digital e Divulgação Científica. Também desenvolve pesquisas sobre crimes nazistas e justiça no pós-guerra.

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