Uma proposta para mudar a avaliação da pós-graduação em História

Carlos Fico, coordenador da área de História na CAPES, fala sobre possíveis mudanças na avaliação da pós-graduação.

Por Bruno Leal | Agência Café História

Nesta quinta-feira, o historiador Carlos Fico publicou um vídeo em que explica aspectos da avaliação dos programas de pós-graduação stricto sensu em funcionamento no país – e como ela pode melhorar.

Na opinião do coordenador da área de História na CAPES, uma melhoria possível seria: “transformar o Fórum [de coordenadores] em entidade permanente financiada pelos PPGs da área para definir diretrizes nacionais, administrar portais de periódicos e de teses e propor parâmetros de qualidade”.

Fico sublinhou que pretende voltar ao assunto nos próximos dias.

Nova Avaliação Quadrienal

Na última terça-feira, a comunidade de historiadores no Brasil conheceu e discutiu bastante, sobretudo nas redes sociais, os resultados da mais nova Avaliação Quadrienal dos programas de pós-graduação stricto sensu em História no país, referente ao período 2013-2016.

CAPES-Historia
Tela utilizada por Fico na apresentação em vídeo.

Em comunicado anterior nas redes sociais, Fico resumiu da seguinte forma os resultados desta avaliação:

– Dos vinte programas nota 3, três subiram para nota 4 (UFPEL, UFRN e UFRPE) e um foi descredenciado (UECE). Dos vinte e dois programas nota 4, cinco subiram para nota 5 (FGV/RJ, PUC-Rio, UDESC, UFOP e UFRRJ) e dois tiveram seus doutorados descredenciados (UFU e USP Econômica), ficando autorizados a funcionarem apenas como mestrados nota 3. Dos doze programas nota 5, três caíram para nota 4 (UFJF, UFSC e UNESP Assis) e os demais mantiveram a nota 5. Dos três programas nota 6, um caiu para nota 5 (UFRJ História Social), um foi elevado para a nota 7 (UFMG) e a UFRGS se manteve com 6. Dos dois programas nota 7, um caiu para nota 6 (Unicamp) e a UFF manteve o 7.

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