Thomas Paine contra a Bíblia e as Igrejas

Uma das principais obras do pensador Thomas Paine, “A Idade da Razão”, irritou políticos e religiosos ao defender que “as religiões não passavam de uma burocracia entre Deus e o homem”.
5 de maio de 2025
Thomas Paine.
Para Thomas Paine, as religiões não passavam de uma burocracia entre Deus e o ho-mem. Desse modo, ele rejeitava a noção, comum entre os filósofos iluministas, de que as religiões, mesmo sendo falsas, eram necessárias ao povo para manter a ordem social. Imagem: Chat GPT.

Em 1876, o escultor, ensaísta e poeta Sidney H. Morse, representando a National Liberal League, ergueu um busto de Thomas Paine em comemoração ao centenário da Independência dos Estados Unidos. Como vimos no último texto desta série, Paine foi uma figura-chave na Revolução Americana, especialmente devido à publicação de Common Sense (Bom Senso), panfleto que desempenhou um papel crucial no movimento independentista.

Inicialmente, o busto foi proibido de ser colocado no Independence Hall pelo Select Council e acabou realocado para o Kilgore’s Office, na Filadélfia, localizado na 605 Walnut Street. Somente em 1905, quando se cogitava enviá-lo para a França, ele foi finalmente aceito no Independence Hall.

No entanto, sua permanência foi breve: em 1931, o busto foi novamente removido e transferido para a base do Congress Hall. Em 1954, novas tentativas de reinstalá-lo no Independence Hall fracassaram. Na época, Michael Francis Doyle declarou que colocar Paine naquele local seria uma “afronta” aos signatários da Declaração de Independência.

Sem um lugar definitivo, o busto acabou sendo cedido à American Philosophical Society, na Filadélfia, onde permanece até hoje, na sala da chefe da biblioteca. Entre janeiro e fevereiro, durante o período de aniversário de Paine, ele é simbolicamente virado para a rua, como mostra a fotografia abaixo.

O busto de Thomas Paine

O busto de Thomas Paine na American Philosophical Society, na Filadélfia, Estados Unidos. Foto: do autor. 11/02/2025

A marginalização de Paine na memória nacional não é mero acaso. Por ter sido um ferrenho abolicionista, defensor do voto universal e da renda básica, além de um crítico incisivo do cristianismo, ele nunca recebeu o mesmo reconhecimento que os founding fathers (os “pais-fundadores”). Entre os estudiosos, é consenso que o panfleto The Age of Reason (A Idade da Razão) é o principal – embora não único – responsável pelo ostracismo que Paine recebeu na memória nacional nos Estados Unidos. Mas o que nesse texto incomodou tanto?

O que dizia a Idade da Razão?

O panfleto The Age of Reason foi escrito em duas etapas. A primeira parte foi redigida em 1793, pouco antes de Paine ser preso pelos jacobinos devido à sua oposição à pena de morte. Publicado inicialmente em tradução francesa, o texto apareceu em inglês no ano seguinte, em 1794. A segunda parte foi escrita em 1795, logo após sua libertação, sendo novamente publicada primeiro em francês e depois em inglês, ainda em 1795.

Paine desejava complementar sua obra com uma terceira parte, na qual apresentaria suas descobertas mais recentes. Seu manuscrito, intitulado Examination of the Prophecies (Exame das Profecias), analisava especificamente a relação entre as profecias do Antigo Testamento e a vinda do Messias no Novo Testamento.

Paine escreveu The Age of Reason com um duplo objetivo: por um lado, combater o extremismo que, a seu ver, levaria ao ateísmo e à descristianização, consequências das alas mais radicais da Revolução Francesa; por outro, criticar o clericalismo, que pregava a intolerância e a crença cega nas religiões reveladas.

De fato, em The Age of Reason, Paine, com uma linguagem simples e direta, aplicou a dúvida cartesiana aos escritos bíblicos, buscando derrubar os pilares das religiões reveladas, como o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. Seu objetivo era substituir essas religiões pelo que ele considerava uma crença natural, pura e verdadeira, livre de padres, escrituras, igrejas e outras superstições: o Deísmo.

Para Paine, as religiões não passavam de uma burocracia entre Deus e o homem. Desse modo, ele rejeitava a noção, comum entre os filósofos iluministas, de que as religiões, mesmo sendo falsas, eram necessárias ao povo para manter a ordem social. Segundo Paine, quando o homem se desvinculasse do obscurantismo imposto pelo clero, alcançaríamos a Idade da Razão, que deveria ser acessível a todas as pessoas.

Para Paine, Deus é um ser cuja capacidade de ação é infinita, assim como sua vontade. O homem, por sua vez, é metade da divindade, pois sua vontade também é infinita, como a de Deus, mas sua capacidade de ação é limitada. Paine, assim, afirmou: “Onde está a dificuldade de se supor que, no topo de todas as coisas, existe um Ser no qual um poder infinito se une a uma vontade infinita? Quando esta simples ideia é apresentada à nossa mente, temos uma ideia de um Ser perfeito, o qual chamamos Deus.” Essa definição lembra a presente na Ética de Spinoza (“a potência de pensar de Deus é igual à sua potência atual de agir”), autor que Paine menciona diretamente em seu texto.

Para Paine, o Deísmo era consequência da Era das Revoluções. A revolução nos sistemas de governo, argumenta, ao derrubar a tirania monárquica e a ligação entre Igreja e Estado, abre espaço para o questionamento das tiranias religiosas e para discussões que anteriormente não tinham espaço ou não eram priorizadas.

Ao contrário do que as igrejas pregavam, Paine afirmava que “infidelidade não consiste em acreditar ou não em determinado sistema de ideias; infidelidade consiste em professar o credo em algo em que não se acredita”. Em outras palavras, para Paine, não se pode ser infiel a uma ou outra instituição humana; sendo a mudança de opinião uma atitude digna, racional e razoável, só se pode ser infiel à própria consciência. A infidelidade para com a razão, como sendo uma corrupção primordial do homem, abre caminho para outras infidelidades:

“quando um homem corrompeu e prostituiu a castidade de sua consciência a ponto de dizer que acredita em coisas que não acredita, ele preparou a si mesmo para a prática de qualquer outro crime (…). Podemos conceber algo mais destrutivo para a moralidade do que isso?”

Com as Revoluções, Paine acreditava que a autoridade patriarcal deveria ser enfraquecida em todas as esferas: com a república, o rei perde sua posição absoluta; com o fim do direito de primogenitura – ou seja, o privilégio do primeiro filho na herança – o aristocrata perde o controle sobre a família; com a renda universal proposta em Agrarian Justice (Justiça Agrária), um maior grau de independência seria assegurado para crianças e mulheres; e com o Deísmo, as autoridades das religiões reveladas (teólogos, papas, padres) teriam seu fim, de modo que Deus seria menos um pai autoritário e mais um professor que ensina pelo exemplo.

Manuscrito de A Idade da Razão, de Thomas Paine.

Diferentes cópias de The Age of Reason. Fonte: Wikipedia.

A crítica de Paine à ideia de Revelação pode ser compreendida dentro dessa chave. Segundo ele, todas as religiões se consideram portadoras de uma missão especial de Deus, comunicada a certos indivíduos, como se “o caminho de Deus não estivesse aberto para quaisquer homens igualmente”. Cada religião, para se afirmar como verdadeira, vê a necessidade de excluir as demais.

Contudo, para Paine, a Revelação só pode ser considerada verdadeira se for universal, estendida a todos. Caso contrário, é apenas um boato, e “ninguém é obrigado a acreditar nela”. Em sua visão, a noção de uma “missão” ou “revelação” restrita a um povo ou indivíduo escolhido, ou “predestinado” é incompatível com a universalidade inerente ao divino.

Ao atestar a similaridade do cristianismo com outras mitologias da antiguidade, Paine delimita a religião cristã historicamente, expondo seu caráter contingente e circunscrevendo-a a uma comunidade e época específicas. Em vários de seus textos, Paine enfatiza que a maioria das pessoas crê no cristianismo devido a um acaso geográfico e cultural, ou seja, porque foram educadas para isso e “acreditariam em qualquer outra coisa da mesma forma”.

Se a fé de uma pessoa depende tanto do acaso, seria injusto da parte de Deus condenar aqueles que não tiveram a oportunidade de conhecer a verdade. Em outros termos, se todos os povos são iguais perante o Criador, o cristianismo se torna incompatível com um Deus universal, pois, na prática, exclui da revelação e da salvação a maior parte da população. Por isso, Paine afirma que o cristianismo entrega a maioria do planeta a Satanás.

A palavra de Deus deve ser absoluta e universal, de modo que nenhum erro de impressão, engano ou circunstância possa alterá-la. Assim, para Paine, “a palavra de Deus não pode existir na forma escrita ou falada da linguagem humana”, que é necessariamente relativa. A linguagem humana, sujeita ao esquecimento, alterações, erros de copistas e mudanças de significado com o tempo ou na tradução, não pode ser o veículo da Palavra de Deus. “A verdade”, argumenta Paine, “é uma coisa uniforme.”

As descobertas científicas sobre o Universo, por sua vez, dimensionaram a pequenez da Terra. Pensar em um Deus que, apesar do tamanho incomensurável de Suas obras, posicionou o homem no centro da Criação entra em contradição com as novas evidências científicas: “crer que Deus criou uma pluralidade de mundos, ao menos tão numerosos quanto as estrelas, torna o sistema cristão tão pequeno e ridículo que sua teologia se desfaz na mente”. A mitologia cristã, centrada na Terra, se torna absurda quando consideramos que não há, segundo as evidências científicas, uma hierarquia pré-estabelecida no Universo. A verdadeira teologia, para Paine, são as ciências – o estudo da criação. “O estudo da teologia, como é ensinado nas igrejas cristãs, é o estudo de nada.”

A obrigação moral do homem, para Paine, é imitar a bondade moral e a beneficência de Deus, democraticamente manifestada na Criação, para todas as Suas criaturas. A estrutura do universo ensina aos homens valores morais como generosidade, bondade e beneficência. Paine se preocupava também com os outros animais, afirmando:

“Fazer diariamente a bondade de Deus a todos os homens é um exemplo que chama todos os homens a praticar o mesmo uns com os outros; e, consequentemente, qualquer coisa persecutória e vingativa entre os homens, e cada atitude cruel para com os animais, é uma violação do dever moral.”

Essa rápida referência aos animais não é fortuita. Paine convivia com vários revolucionários que defendiam o fim dos maus-tratos aos animais, e até mesmo o vegetarianismo e os direitos dos animais. Exemplos disso são John Walking Stewart, Richard Phillips (preso por publicar Os Direitos do Homem de Paine), John Oswald, Robert Pigott, o Marquês de Valady e Jacques Henri Bernardin de Saint-Pierre.

Em síntese, para Paine, uma religião verdadeiramente natural seria universal, independente do tempo, da história e da cultura – assim como, aliás, a própria Revolução Francesa pretendia ser. Nenhuma barreira linguística, territorial ou circunstancial poderia se impor entre Deus e o homem. Nesse sentido, é contrária aos princípios da religião democrática qualquer ideia exclusivista de Deus, que marginalize, por exemplo, os analfabetos, os povos que não tiveram contato com as Revelações, os outros animais e os povos escravizados.

Vale lembrar que o caráter democrático do texto de Paine é inseparável de sua linguagem, simples e acessível. De acordo com Bertrand Russell, em Por que Não Sou Cristão, “Paine foi inovador quanto à sua maneira de escrever, que era simples e direta, podendo ser apreciada por qualquer trabalhador inteligente. Isso o tornou perigoso.”

A recepção do texto (e a reação de Thomas Paine)

“A Idade da Razão” já estava pronto em 1802, mas Thomas Jefferson o aconselhou a não o publicar, temendo que fosse recebido com hostilidade ou algo ainda pior.  No entanto, a obra veio à luz em 1807, sob o título An Examination of the Passages in the New Testament, Quoted from the Old and Called Prophecies Concerning Jesus Christ, tornando-se o último trabalho publicado por Paine antes de sua morte, em 1809.

A primeira parte de The Age of Reason foi traduzida para o francês por François Xavier Lanthenas e impressa na gráfica Bonneville com o título Le Siècle de la Raison (O Século da Razão), possivelmente uma alusão a Le Siècle de Louis XIV (O Século de Luís XIV), de Voltaire. Na França, a obra começou a circular já nas primeiras semanas de 1794 e era vendida por apenas três pences, o que facilitou sua ampla difusão entre os leitores comuns.

Nos Estados Unidos, o impacto da obra foi imediato. Somente em 1794, foram lançadas oito edições; no ano seguinte, sete; e em 1796, mais duas. Em 1797, já haviam sido vendidas cerca de cem mil cópias.

A tradução alemã também se espalhou rapidamente, chegando a três edições distintas nos territórios de língua alemã. Além disso, a obra circulou em outras partes da Europa, incluindo Hungria e Portugal. No prefácio da edição portuguesa, o tradutor observou: “nos países católicos, todos os que ousam pensar são heréticos; nos protestantes, são ateus.”

O impacto do livro nos círculos acadêmicos e religiosos foi considerável. Em Harvard, ele causou tanta agitação que os estudantes receberam gratuitamente cópias de Apology for the Bible (Apologia pela Bíblia), do bispo de Llandaff, Richard Watson – uma das principais refutações a The Age of Reason. A grande quantidade de respostas que encontrei na Biblioteca do Congresso e na Biblioteca Pública de Nova Iorque evidencia a importância da obra nos debates intelectuais da época.

Thomas Paine.

Na caricatura, a Britannia agarra-se ao tronco de um grande carvalho. Thomas Paine, que usa um barrete frígio com a cocarda tricolor da Revolução, pressiona a Inglaterra com seu espartilho. A gravura acusa Paine de querer impor na Inglaterra os valores da Revolução Francesa. Fonte: Wikipédia.

Nos Estados Unidos, muitos editores, temendo desagradar ao público protestante majoritário, recusaram-se a publicar a segunda parte de The Age of Reason. Somente em 1797, James Carey teve a coragem de lançá-la. No entanto, a intensa repressão à obra e aos seus editores fez com que ela só voltasse a ser publicada em 1818, quando Richard Carlile lançou uma edição das obras teológicas de Paine sob o título Theological Works.

Na Inglaterra, The Age of Reason chegou ao público em 25 de outubro de 1795, publicado pelo editor H. D. Symonds. Contudo, Symonds vendeu a obra a um preço elevado, o que levou Paine a enviar um exemplar ao impressor Daniel Isaac Eaton, solicitando uma edição acessível. Atendendo ao pedido, Eaton publicou, em 1796, uma versão contendo as duas partes do livro, vendida por apenas seis pences.

O editor Daniel Eaton sofrera sete processos, quinze meses de prisão e três anos de clandestinidade por publicar a primeira parte do livro na Inglaterra em 1795. Durante a campanha política de Thomas Jefferson, uma das armas mais efetivas usadas contra ele foi sua proximidade com Thomas Paine. A livraria de Thetford, cidade de Paine, não pode possuir a obra até 1908. Samuel Adams, em carta de 30 de novembro de 1802, escrevera:

“Seu Common Sense e seu Crisis indiscutivelmente despertaram a consciência pública e levaram o povo a clamar veementemente por uma declaração de nossa independência nacional (…). Mas quando soube que você havia voltado sua atenção para uma defesa do infidelismo, senti-me muito surpreso e ainda mais entristecido por você empreender uma ação tão prejudicial aos sentimentos e tão contrária aos verdadeiros interesses de uma parte tão grande dos cidadãos dos Estados Unidos.”

Na época, Paine refutou as acusações de blasfêmia que sofreu por parte do governo inglês: “se o Ministério Público não puder provar que a Bíblia é o Verbo de Deus, a acusação de blasfêmia é sem realidade e sem fundamento”.

Thomas Paine contra a Bíblia e as Igrejas 1

No Brasil, a obra também era sinônimo de impostura e infidelidade. Segundo a dissertação de mestrado do pesquisador Lucas Mohallem, Silva Lisboa, ao tomar conhecimento, em 1823, da circulação, no Rio de Janeiro, de um panfleto anônimo que acreditava ser semelhante The Age of Reason, conclamava o governo a reprimir o texto (foi descoberto, depois, que o panfleto era, na verdade, de autoria de Cipriano Barata). Hoje, existem algumas traduções de The Age of Reason disponíveis em língua portuguesa. Porém, elas contêm alguns erros que, em diversos momentos, comprometem a leitura. Há previsão de publicação de uma nova tradução, pela Editora Maquinaria, em 2025.

Em contrapartida, não foram poucos também os que se tornaram discípulos de Paine graças a essa obra. Na Filadélfia, por exemplo, Paine teve muitos seguidores, que fundaram um Templo da Razão e publicaram vários de seus escritos políticos e religiosos.  Em 1825, os escritos religiosos de Paine eram ensinados nas escolas da New Harmony, a comunidade modelo fundada por Robert Owen. Nas palavras do historiador J. Bell Whitfield Jr, em The Bust of Thomas Paine: “o autor de Common Sense e The Crises está ao lado dos heróis civis da Revolução: Franklin, Adams e Jefferson. Tivesse ele morrido em 1785, esse lugar estaria assegurado na memória popular. Mas Paine viveu para escrever The Age of Reason”.

Vivemos na Idade da Razão?

O conservador William Reid chegou a afirmar que “The Age of Reason tornou a infidelidade mais popular que nunca entre as classes populares” e fez muitos populares chamarem Jesus Cristo de “um bom republicano”. Na Irlanda e na Escócia, em cidades operárias, há vários relatos de Bíblias que foram queimadas.

Na Inglaterra, o ataque de Paine à religião, além disso, foi visto como também um ataque “político, danoso ao establishment Igreja e Rei” como um todo. Vários radicais, líderes das Igrejas Dissidentes (como John Priestley, Gilbert Wakefield, Benjamin Trash, William Jackson), nos Estados Unidos e Inglaterra, expressaram publicamente seu desprezo para com a obra de Paine, chamando-a de “lixo” e “superficial”. Com frequência, encontramos nas respostas a menção a um poema de Alexander Pope, sugerindo que o texto era de pouca envergadura: “Um pouco de conhecimento é coisa perigosa; Goles rasos intoxicam o cérebro.” As biografias de Paine confeccionadas para atacá-lo não hesitavam em descrevê-lo como “Agente de Lúcifer” e “Anticristo.”

Mesmo que não concordemos com todos os seus argumentos, em tempos de crescimento da intolerância e de uso inescrupuloso da máquina pública por partes de lideranças religiosas, o texto de Paine continua instigante e mantém seu vigor, ainda despertando ideias (e reações) em gerações inteiramente diferentes. É isso, afinal, que faz dele um clássico. Por isso, ainda vale a pena mirar diretamente o busto de Thomas Paine.

Série “Idade da Razão”

Daniel Gomes de Carvalho, professor de História Moderna na FFLCH-USP, é pesquisador visitante na George Washington University (GWU), sob a supervisão de Denver Brunsman. Em sua atual pesquisa, ele investiga os debates nos Estados Unidos provocados pela publicação de The Age of Reason (a “Idade da Razão”), de 1794. Nesta série produzida especialmente para o Café História, ele compartilhará parte de suas descobertas.

Como citar este artigo

CARVALHO, Daniel Gomes de. Thomas Paine contra a Bíblia e as Igrejas (artigo) In: Café História. Disponível em: https://www.cafehistoria.com.br/thomas-paine-contra-a-biblia-e-a-igreja/. Publicado em: 5 de maio de 2025. ISSN: 2674-5917.

Daniel Gomes de Carvalho

Daniel Gomes de Carvalho

Professor de História Moderna no Departamento de História da Universidade de Sao Paulo (USP). Professor do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Brasília (UnB). Doutor em História Social pela Universidade de São
Paulo (USP). Podcaster no História Pirata. Autor de "Revolução Francesa" (Contexto, 2022).

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