História da Paraíba vira tema de jogo para estudantes do Ensino Básico

Para realizar a atividade, estudantes podem escolher personagens como antropólogo, arquiteto, historiador, cartógrafo ou economista.
27 de agosto de 2026
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Confeccionar mapas, maquetes, infográficos e panfletos com base em análise de fontes. Essas são algumas das missões de um webquest sobre a História da Paraíba, desenvolvido pelo pesquisador Emílio Pinto de Figueiredo Júnior. O roteiro da atividade foi elaborado a partir do conceito de gameficação. Ele é voltado para estudantes do Ensino Básico.

“Muitos educadores de hoje foram alunos de um período em que se pensava nos jogos apenas como uma brincadeira, um divertimento nas horas vagas. Pensávamos em jogar nas horas em que não estávamos em sala de aula: no intervalo ou em alguma aula vaga, sendo raras vezes um jogo associado a alguma atividade lúdica de alguma disciplina”, reflete Emílio.

O webquest é resultado da dissertação “Conquistando a Paraíba: o ensino de história através dos jogos”, defendida por Emílio, em 2024, no Programa de Pós-Graduação em Ensino de História da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. A dissertação pode ser acessada aqui e o webquest aqui.

A pesquisa está dividida em três capítulos. No primeiro, é abordado o Ensino de História no Brasil e a importância da história local no contexto do Ensino de História, com foco na História da Paraíba. O segundo capítulo é dedicado às Metodologias Ativas, com ênfase no uso de jogos e seus elementos, bem como nas webquests. O capítulo final detalha o processo de desenvolvimento da proposta didática e apresenta o resultado final da pesquisa.

Gameficação e História local

O webquest foi elaborado para ser trabalhado em grupos de cinco estudantes. Cada um deles deve escolher um papel específico: antropólogo, arquiteto, historiador, cartógrafo ou economista. “Cada personagem é caracterizado com pastas e adereços próprios, promovendo um maior envolvimento com a profissão. Além disso, cada personagem recebe um roteiro gamificado de estudos, contendo material físico de apoio e elementos de gamificação para tornar o aluno ainda mais ativo no processo de construção do conhecimento. O roteiro apresenta desafios, senhas, itens colecionáveis e dicas cruciais durante a investigação”, explica Emílio.

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Como fontes de investigação para cada personagem, foram disponibilizados sites, vídeos, notícias, mapas, trechos de livros e outros recortes. As avaliações variam entre a produção de maquetes, mapas, apresentações, infográficos, entrevistas e panfletos, gerando uma variedade de materiais que podem ser expostos na escola, contribuindo para o conhecimento de outras turmas.

“A construção do conhecimento histórico será dada através da pesquisa dos alunos em material previamente selecionado pelo professor e disponível no roteiro, além de propostas de soluções para determinados temas, como a preservação do patrimônio arquitetônico local e os direitos das sociedades indígenas contemporâneas”, conclui Emílio.

Bruno Lima

Bruno Lima

Graduado em Jornalismo e História. Meste em História pelo Programa de Pós-graduação em História Social na Universidade de Brasília (UnB). Dedica-se a estudos de História do Brasil República, com ênfase na Era Vargas, direitos trabalhistas, História Social do Trabalho, Justiça do Trabalho, comunismo e anticomunismo e PCB nos anos 1930. Escreve regularmente sobre mestrado profissional em História (ProfHistoria) para o Café História.

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