Revolução Industrial: uma bibliografia comentada

Produção historiográfica sobre o tema viveu um boom após a Segunda Guerra Mundial. Obras ajudam a compreender o mundo contemporâneo e a problematizar o futuro de nossa sociedade industrial.  

Por Bruno Leal Pastor de Carvalho

A Revolução Industrial é uma daquelas revoluções que, ao lado da francesa, mudaram para sempre a paisagem planetária. Segundo explica o historiador Luís Edmundo Moraes, essa revolução tem uma escala global, generalizou o capitalismo, não teve lideranças específicas, não se explica apenas pelo desenvolvimento e jamais foi apenas industrial, afetando comportamentos, costumes, hábitos tradições e diversos outros elementos da vida economia, social e politica.

Revolução Industrial - estrada de ferro
Viagem inaugural da estrada de ferro Liverpool-Manchester. Pintura de A.B. Clayton, 1830.

“Pode-se dizer, sem medo de exagero, que ela virou o mundo de ponta-cabeça, fazendo com que hoje pensemos, vivamos, trabalhemos e produzamos de uma forma que está relacionada, direta ou indiretamente, à Revolução Industrial”.

Essa bibliografia comentada é voltada para quem busca ampliar seus conhecimentos sobre o tema ou quem conhece muito pouco sobre ele. Privilegia os clássicos, mas também busca mapear um pouco da produção mais recente na área. Embora limitada, ela pode ser útil ainda para aqueles que estão fazendo concursos, estudando para processos seletivos de mestrado e doutorado, ou para professores que buscam referências para suas dinâmicas em sala de aula.  

De uma forma geral, há poucos historiadores escrevendo sobre Revolução Industrial neste exato momento – não se trata de uma tendência no campo da historiografia contemporânea. Mas a lista de obras que o leitor encontrará aqui, quase toda ela produzidas ao longo do século XX, principalmente depois da Segunda Guerra Mundial, é fundamental para a compreensão do mundo contemporâneo.  

História Contemporânea – da Revolução Francesa à Primeira Guerra Mundial, de Luís Edmundo Moraes, Editora Contexto, 2017.

Se você sabe pouco sobre Revolução Industrial, comece a estudar por esse livro do historiador Luís Edmundo Moraes, professor de História Contemporânea da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. A obra de Moraes é super fácil e didática, cobrindo o período que vai da Revolução Francesa até a Primeira Guerra Mundial, sendo um dos capítulos dedicado à Revolução Industrial.

Este trabalho vai lhe dar uma visão geral sobre a Revolução Industrial: quando ela começa até onde se estende, suas principais fases, causas, consequências e as formas que este processo transformador vai assumindo nos diferentes países europeus. Moraes traz ótimas sacadas sobre o tema. Ele explica, por exemplo, que a Revolução Industrial, diferente de muitas outras revoluções, não é sentida imediatamente pelas pessoas. É algo que nós só nos damos conta tempos depois. É um “daqueles tipos de fenômeno social que só podem ser percebidos em uma larga escala de tempo por ser um processo lento, ainda que firme”, ele diz.

A Revolução Industrial, 1760-1830, de T.S. Ashton, Publicações Europa-America, 1971.

Thomas Southcliffe Ashton nasceu na Inglaterra em 1899. Foi um dos mais destacados historiadores econômicos, docente da cadeira de “História Econômica” na London School of Economics, da Universidade de Londres, entre 1944 a 1954. A Revolução Industrial foi publicado em 1948 e logo se tornou um marco historiográfico, sendo traduzido para vários idiomas, inclusive o Português (1971).

Situado no espectro ideológico do liberalismo, Ashton tem uma visão positiva da Revolução Industrial, destacando suas contribuições tecnológicas e no plano dos negócios. Seu livro estabelece um lugar especial para o “pioneirismo inglês”. Mostra como a Inglaterra foi capaz de acumular capital, reduzir as taxas de juros, e flexibilizar-se politicamente a partir da Revolução Gloriosa. Além disso, ele destaca o empreendedorismo individual inglês e a centralidade das instituições britânicas. Todos esses fatores, somados ao aumento populacional, sobretudo nas cidades, após o processo dos cercamento dos campos, fizeram com que a Revolução Industrial mudasse para sempre a paisagem inglesa e britânica.

Se você tem 50 anos ou mais e achou essa leitura mais ou menos familiar, não é à toa: boa parte dos materiais didáticos na área de História, durante muito tempo, seguiu essa leitura, especialmente aqueles produzidos na década de 1960 e 1970. O estudo de Ashton foi a síntese mais importante de sua época sobre o tema.  

O livro, contudo, deve ser lido de maneira crítica, como qualquer livro. Se Ashton reforça o pioneirismo britânico, ele tem pouco a dizer sobre a industrialização em outras localidades da Europa. E se destaca seus benefícios, diz muito pouco sobre os impactos sociais e as assimetrias desse processo revolucionário. Ashton pouco se debruça sobre a questão do colonialismo, da escravidão e dos tratados econômicos com o mundo não-europeu. E isso talvez tenha a ver com o momento em que Ashton escreve: 1948 marca a desestruturação do Império Britânico.

A Era das Revoluções, de Eric J. Hobsbawm, Paz e Terra, 1981.

Eric Hobsbawm é um dos historiadores mais famosos no mundo. E também um dos mais importantes. Britânico nascido no Egito, ele deu fôlego novo ao marxismo ao estudar temas que até então eram negligenciados por esse tipo de abordagem, caso do nacionalismo. Foi um livro sobre a Revolução Industrial, contudo, que lhe rendeu fama e reconhecimento no meio acadêmico.  

Publicado pela primeira vez em 1962, “A Era das Revoluções” explora as transformações que ocorreram no mundo entre 1789 e 1848. Neste sentido, Hobsbawm examina aquilo que ele denomina uma “dupla revolução”:  a Revolução Francesa e a Revolução Industrial.

Embora não trabalhe tanto com documentos e outras “fontes primárias”, o historiador estabelece uma leitura que se tornaria hegemônica na historiografia, principalmente para se entender o desmoronamento do Antigo Regime no século XIX: a de que essas duas revoluções são “inconcebíveis sob qualquer outra forma que não a do triunfo do capitalismo liberal burguês”.

A chave de entendimento, portanto, é econômica. Mas ao invés de focar apenas nos processos do mercado ou da tecnologia utilizada na indústria, Hobsbawm também relaciona o processo revolucionário dentro de uma ótica social, discutindo opressão e desigualdade social em seu livro – Hobsbawm recupera, assim, Friedrich Engels, autor do livro “A situação da classe trabalhadora na Inglaterra”, de 1844, que fixou o termo “revolução” para definir o processo industrial.

“Nosso problema é explicar não a existência destes elementos de uma nova economia e sociedade, mas o seu triunfo; traçar não a evolução do gradual solapamento que foram exercendo em séculos anteriores, minando a velha sociedade, mas sua decisiva conquista da fortaleza. É é também problema nosso traçar as profundas mudanças que este súbito triunfo trouxe para os países mais imediatamente afetados por ela e para o resto do mundo que se achava então exposto a todo o impacto explosivo das novas forças, o ‘burguês conquistador’, para citar o título de uma recente história do mundo deste período”.

O prometeu desacorrentado, de David S. Landes, Ed. Campus, 1969

Outro autor destaque na historiografia é o liberal David Landes (1924-2013), autor de “O Prometeu desacorrentado”, lançado em 1969, fruto de um artigo publicado originalmente em 1956. Landes é um dos maiores nomes da historiografia da Revolução Industrial. Foi por anos professor de Harvard.

O título do livro de Landes refere-se ao “Mito do Prometeu”, super conhecido na mitologia grega.1 No contexto industrial, o titã ao qual o título se refere, como um titã libertado, é tanto a Inglaterra e a Europa e também e principalmente o sistema fabril. Para Landes, a Revolução Industrial demonstra como o continente Europeu tem uma vantagem civilizatória sobre os demais.  

Segundo o historiador Paulo Roberto Almeida, “Landes demonstra como as condições tecnológicas e institucionais foram reunidas na Europa Ocidental e continuam a distinguir o Ocidente desenvolvido, ainda que países do Oriente – como o Japão, a Coréia e, agora, a China – lhe tenham seguido os passos”.

O livro de Landes não se detém muito em aspectos econômicos. Seu cerne, como pontua Almeida, “é o desenvolvimento tecnológico da industrialização europeia. São seis capítulos, com poucas seções internas e relativamente poucas estatísticas, mas muitos dados qualitativos e análises sobre cada fase”.

“O resultado”, explica o autor, “é um painel fascinante das raízes da ‘hegemonia’ ocidental, não em virtude de uma história colonialista e opressora, e sim da capacidade de mobilizar e transformar as forças da natureza, liberando o Prometeu do capitalismo industrial dos velhos grilhões da miséria educacional e da secular opressão da pobreza material”.

Coalbrookdale, cidade britânica considerada um dos berços da Revolução Industrial. Pintura de Philippe-Jacques de Loutherbourg.
Coalbrookdale, cidade britânica considerada um dos berços da Revolução Industrial. Pintura de Philippe-Jacques de Loutherbourg.

O “prometeu desacorrentado” é um livro que mostra uma Inglaterra corajosa, impávida, a protagonista de uma espécie de romance de aventura. Para Landes, o avanço tecnológico e a primazia da indústria são os pilares fundamentais para a civilização moderna – Landes foi, por isso, acusado muitas vezes de propagar uma visão eurocêntrica e etnocentrista da história.

É interessante contrapor, muitos anos depois, a visão de Landes com a de Zygmunt Bauman, no livro “A modernidade e o holocausto”, no qual o sociólogo mostra como essa sociedade industrial também serve à barbárie, não podendo ser símbolo apenas de progresso.

The British Industrial Revolution in Global Perspective, Robert Allen, Cambridge, 2009.

Desde Ashton até os dias atuais, a historiografia da Revolução Industrial ganhou novas cores e sabores. Um dos principais nomes da nova geração de historiadores no campo é o norte-americano Robert Allen, professor de História Econômica da New York University Abu Dhabi. Ele é autor de The British Industrial Revolution in Global Perspective, lançado em 2009 e ainda sem tradução para o português. Na obra, Allen trabalha com a perspectiva da História global.  

Para entender os motivos do “pioneirismo inglês”, Allen estuda o desenvolvimento tecnológico, social e econômico de diversos outros países. O historiador sustenta que a revolução industrial britânica foi uma resposta bem-sucedida à economia global dos séculos XVII e XVIII.  Ele busca demonstrar, por exemplo, que na Grã-Bretanha os salários eram altos e o capital e a energia eram baratas em comparação com outros países da Europa e da Ásia. Logo, se em um país como a China a mão-de-obra era abundante e a energia cara, porque investir em tecnologia? Desta forma, as tecnológicas britânicas se tornaram aposta óbvia.

A Revolução Científica também é vista como fundamental para entender o processo industrial britânico. O historiador usa o conceito de “Iluminismo Industrial” do historiador Joel Mokyr (1946) para construir seu ponto de vista, destacando a importância das “leituras científicas” para a conformação de um ambiente caracterizado pela razão e pela lógica. Essa virada científica, na sua visão, foi essencial para que a ciência superasse o misticismo que durante tanto tempo persistiu na Era Moderna. Essa leitura faz com que o centro da Análise de Allen deixe de ser apenas econômico e político para ser também social e cultural.

Outras referências importantes

Além da questão das origens, consequências e pioneirismos, a Revolução Industrial tem sido estudada a partir de várias outras perspectivas históricas. Um dos debates mais quentes quanto ao tema diz respeito ao padrão de vida das pessoas que viveram os impactos deste longo processo revolucionário. E aí, mais uma vez, estamos falando da imbricação entre a História Econômica e a Social.

Por muito tempo, os historiadores dividiram-se entre as visões marxista e liberal: a primeira enxergando o capitalismo como o grande destruidor da qualidade de vida do trabalhador, e a segunda como uma libertação para o mundo do consumo. Os rumos desse debate, contudo, acabaram mudando. Os dois grupos continuam existindo, mas o debate se deslocou: não é mais sobre se a Revolução Industrial melhorou a vida das pessoas, mas sobre quando isso ocorreu.

Entre os “otimistas”, destacam-se os economistas Peter Lindert (1940-) e Jeffrey Williamson (1935), que lançaram novas estimativas de salários reais na Inglaterra para os anos de 1755 a 1851. O trabalho de Lindert e Williamson, publicado nos anos 1980, mostrara que os salários de várias classes trabalhadoras aumentaram significativamente na primeira metade do século XIX.

Mas os mais “pessimistas” criticaram essas “descobertas” alegando que a questão da “qualidade de vida” é muito mais subjetiva e ampla do que salario. Elementos como felicidade, satisfação, saúde, poluição, relação familiar, custo de vida e a própria relação com o trabalho não cabem nas estatísticas clássicas com que tais economistas vinham trabalhando. O economista e historiador britânico Nicholas Crafts, desde os anos 1990, é um dos principais expoentes desta crítica.

Outro trabalho que merece destaque nos últimos anos é o livro de Chutando a escada – a estratégia do desenvolvimento em perspectiva histórica, lançado em 2002, do professor de economia de Cambridge, o sul-coreano Ha-Joon Chang. Chang opera com a seguinte visão macroeconômica do desenvolvimento econômico moderno: os países mais ricos tentam impedir que os países em desenvolvimento adotem as politicas e as instituições que eles próprios usaram.

A inspiração de Chang, inclusive o título do livro, vem do economista alemão do século XIX Friedrich List (1789-1846), um dos maiores defensores do protecionismo alfandegário, pai do argumento da indústria nascente. Para List, em face dos países desenvolvidos, os mais atrasados não conseguem desenvolver novas indústrias sem a intervenção do Estado, principalmente por meio de tarifas protecionistas. Sua obra principal, The National System of Political Economy, foi publicado pela primeira vez em 1841.

Por fim, há muitas outras obras que nos ajudam a entender a Revolução Industrial, que é uma revolução ainda em curso, como demonstra o livro “A Sociedade em Rede”, de Manuel Castells, que aborda aquilo que alguns autores chamam de uma “Quarta Revolução Industrial”, Castells destaca o poder das redes de comunicação, sobretudo na internet, para se referir ao atual momento das indústrias, descentralizadas, transnacionais e muito poderosas no plano global. Essas e outras referencias extras, que vão desde uma História dos Conceitos até a História Ambiental, passando pelos Mundos do Trabalho, focando no debate sobre opressão e exploração do trabalho, estão a seguir nas referencias bibliográficas.

Notas

[1] Mito de Prometeu: Segundo Hesíodo, foi dada a Prometeu e a seu irmão Epimeteu a tarefa de criar os homens e todos os animais. Epimeteu encarregou-se da obra e Prometheus encarregou-se de supervisioná-la. Na obra, Epimeteu atribuiu a cada animal os dons variados de coragem, força, rapidez, sagacidade; asas a um, garras outro, uma carapaça protegendo um terceiro, etc. Porém, quando chegou a vez do homem, formou-o do barro. Mas como Epimeteu gastou todos os recursos nos outros animais, recorreu a seu irmão Prometeu. Este então roubou o fogo dos deuses e deu-o aos homens. Isto assegurou a superioridade dos homens sobre os outros animais. Todavia o fogo era exclusivo dos deuses. Como castigo a Prometeu, Zeus ordenou a Hefesto que o acorrentasse no cume do monte Cáucaso, onde todos os dias uma águia (ou corvo) dilacerava seu fígado que, todos os dias, regenerava-se. Esse castigo devia durar 30 000 anos. Fonte: Wikipedia.

Referências Bibliográficas

ALLEN, Robert C. The British industrial revolution in global perspective. Cambridge University Press, 2009.

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Bruno Leal Pastor de Carvalho é fundador e editor do Café História. É professor adjunto de História Contemporânea do Departamento de História da Universidade de Brasília (UnB). Doutor em História Social (UFRJ, 2015). Mestre em Memória Social (UNIRIO, 2009), Especialista em História Contemporânea (PUCRS, 2010), Graduado em História (UERJ, 2006) e Comunicação Social (UFRJ, 2006). Foi professor do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense (UFF). Tem pós-doutorado em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Pesquisa História Pública, História Digital e Divulgação Científica. Também desenvolve pesquisas sobre crimes nazistas e justiça no pós-guerra, com especial ênfase no destino dos criminosos nazistas. Foi cocoordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos e Árabes da UFRJ, o NIEJ entre 2011 e 2018. É membro da Rede Brasileira de História Pública e da Associação das Humanidades Digitais.

Como citar essa bibliografia comentada

CARVALHO, Bruno Leal Pastor de. Revolução Industrial: uma bibliografia comenta-da. (Bibliografia Comentada). In: Café História – história feita com cliques. Disponível em: https://www.cafehistoria.com.br/revolucao-industrial-comentada/. Publicado em: 29 jul. 2019. Acesso: [informar data].


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