A ditadura militar na ficção contemporânea brasileira: entrevista com Berttoni Licarião

“Com a literatura podemos aprender a perceber o outro, não com a cientificidade que dedicamos a um objeto de estudo, mas como desejo de alteridade que renova o mundo e humaniza as diferenças”.

Bruno Leal entrevista Berttoni Licarião

Há pouco mais de um ano, o Café História transferiu-se do Rio de Janeiro para Brasília. Desde então, temos encontrado na Capital Federal incontáveis pesquisadores talentosos, versáteis e com muito a dizer. Do Plano Piloto a Ceilândia, passando por Taguatinga, o cerrado vive um momento de grande vitalidade, talvez inédito, no campo universitário, cultural e das letras. Um desses talentos é o jovem Berttoni Cláudio Licarião, de 34 anos.

Paraibano, mas mas vivendo na capital desde 2015, Licarião tem um conceituado (e engajado) perfil literário no Instagram (o @literatoni), onde comenta e sugere livros, e está na reta final de seu doutorado em literatura, que realiza na Universidade de Brasília (UnB). Seu tema: a ditadura na ficção contemporânea brasileira.

Literatura e ditadura,o principal interesse acadêmico de Licarião. Foto: Berttoni Cláudio Licarião.
Literatura e ditadura,o principal interesse acadêmico de Licarião. Foto: Berttoni Cláudio Licarião.

Em entrevista concedida ao editor do Café História, o historiador Bruno Leal, Licarião fala sobre o boom dos livros de ficção sobre a ditadura militar no Brasil, da relação entre história e literatura e do papel que a ficção pode desempenhar na nossa percepção do passado, particularmente, dos chamados “passados traumáticos”. Segundo Licarião, “ciente dos perigos do silenciamento (afinal, a primeira vítima das ditaduras sempre será a linguagem), a literatura passa a representar uma oportunidade de combater nosso déficit de memória e garantir um espaço para a elaboração do luto, de maneira que possamos escapar às voltas violentas do recalcado”.

Parece haver uma profusão, nos últimos anos, de livros de ficção sobre a ditadura militar brasileira. Isso está mesmo ocorrendo? Se sim, como você explica o fenômeno?

Sem dúvida que sim. A literatura tem tratado da ditadura brasileira desde os primeiros dias do golpe de 1964, seja por meio de poemas, contos, romances, testemunhos ou jornalismo literário. Hoje, já é possível atribuir conjuntos de obras a períodos bem marcados como, por exemplo, a literatura de testemunho das décadas de 1970 e 1980 ou, ainda, as obras mais claramente de resistência publicadas sob o AI-5, como Incidente em Antares (Erico Verissimo, 1971), Sombras de reis barbudos (José J. Veiga, 1972) e As meninas (Lygia Fagundes Telles, 1973). No entanto, se tomarmos os livros em circulação no atual mercado editorial e as obras validadas por estudos críticos nos últimos 35 anos, um breve levantamento da literatura brasileira que tem a ditadura como pano de fundo ou tema principal revelará que a última década foi umas das mais prolíficas em publicações: em um universo de 110 obras que consegui catalogar até o momento quase metade (53) foi publicada entre 2010 e 2019.

Uma das razões que posso articular para explicar esse fenômeno tem a ver com os “ciclos de memória cultural”, conceito desenvolvido pela pesquisadora estadunidense Rebecca J. Atencio para caracterizar o surgimento simultâneo, seja por coincidência ou de maneira intencional, de uma dada obra (ou conjunto de obras) e mecanismos institucionais que carregam importância histórica. Atencio se debruça sobre vários desses ciclos ao longo da história recente do Brasil, estabelecendo como primeiro exemplo a intersecção gerada entre a promulgação da Lei da Anistia de 1979 e o surgimento dos relatos O que é isso, companheiro?, de Fernando Gabeira, no mesmo ano, e Os carbonários, de Alfredo Sirkis, publicado no ano seguinte. Para Atencio, a análise das relações entre mecanismos institucionais e a produção artístico-cultural evidencia interações profundas e complexas no tocante ao processo de construção de memórias coletivas e individuais.

Nessa perspectiva, o rebuliço memorialista despertado pelos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade (2012-2014) trouxe um novo fôlego à produção ficcional da última década, transformando a literatura num palco para o acerto de contas entre história nacional e memória coletiva. Com o impulso das audiências públicas e dos relatórios das comissões estaduais e nacional, falar sobre o trauma da ditadura deixou de ser um imperativo de sobreviventes e familiares para atingir as esferas mais amplas da produção cultural. Ciente dos perigos do silenciamento (afinal, a primeira vítima das ditaduras sempre será a linguagem), a literatura passa a representar uma oportunidade de combater nosso déficit de memória e garantir um espaço para a elaboração do luto, de maneira que possamos escapar às voltas violentas do recalcado. Além disso, a estreita relação entre a impunidade da violência da ditadura e o recrudescimento da violência policial observada hoje no Brasil dirige o olhar de escritoras e escritores para o passado recente, como forma de compreender os resquícios de autoritarismo que afetam nossa democracia.

Sua tese tem o título provisório de Estado de memória: a ditadura na ficção contemporânea brasileira. Explique, por favor, o que exatamente você está estudando no seu doutorado.

A tese se concentra na produção literária brasileira sobre a ditadura publicada na última década, especialmente a partir dos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade (2012-2014). Diante da paisagem de extrema violência que caracteriza toda nossa história, a CNV representou um retorno do recalcado, na medida em que escancarou uma memória traumática não trabalhada coletivamente. Em minha leitura, acredito que os últimos 34 anos foram marcados por um processo de individualização dos crimes contra a humanidade, na medida em que o país não assumiu a tarefa de superar o golpe de 64 como um trauma coletivo e o deixou circunscrito a tragédias pessoais. Logo, nosso processo de recuperação dessa memória foi pervertido e limitou-se, com raras exceções, a medidas paliativas de retratação e indenizações. A Lei da Anistia de 1979 contribuiu sobremaneira para essa normatização do esquecimento, promovendo aquele “apagamento do erro” de que fala Paul Ricouer. Aqui, a anistia engendrou amnésia, e o luto de cada família ficou restrito à esfera do privado, carente de justiça. Torturadores seguem impunes, beneficiados pelo “mal de Alzheimer nacional”.1

Investigo, portanto, de que maneira a individualização do trauma da ditadura, bem como a política de apagamento promovida pela Lei da Anistia de 1979, têm se manifestado na produção ficcional dos últimos anos. O recorte é analisado a partir do que chamei nosso “estado de memória”, uma condição que se define pela permanência do autoritarismo como objeto traumático alojado no corpo das obras estudadas, e que toma o campo da memória cultural como um espaço de confronto que interpreta e discute a experiência coletiva. A tese apresenta um breve panorama das ficções publicadas no último decênio, mas se concentra com mais fôlego nas obras de Bernardo Kucinski — K: Relato de uma busca (2011), Você vai voltar pra mim e outros contos (2014) e Os visitantes (2016) — e na Trilogia infernal de Micheliny Verunschk — composta pelos romances Aqui, no coração do inferno (2016), O peso do coração de um homem (2017) e O amor, esse obstáculo (2018). Escritas após a redemocratização e a abertura de Comissões da Verdade, essas narrativas representam a vivência do trauma de diferentes perspectivas, definidas pelo grau de crueldade e extermínio da máquina repressora, e pelo papel que a memória do período exerce no imaginário do país hoje.

O que podemos entender com a memória da ditadura na ficção contemporânea brasileira? Em que medida aprender com a literatura é diferente de aprender com a historiografia (a história produzida por historiadores)?

A escritora cearense Ana Miranda disse certa vez algo que sempre me acompanha nas discussões que envolvem conceitos tão amplos quanto verdade, memória, ficção e história: “Os historiadores são ficcionistas que fingem estar dizendo uma verdade, os ficcionistas são historiadores que fingem estar contando uma mentira”. A frase é boa porque aponta para a vizinhança dos discursos historiográfico e literário a partir de um caráter inalienável: ambos são gestos de linguagem, e a linguagem é sempre uma construção social — que envolve classe, gênero, lugar, temporalidade etc. Ainda que o trabalho do historiador e do romancista tenham objetivos distintos, todo romance historia, inadvertida ou intencionalmente, o comportamento humano, não apenas no sentido da pesquisa profunda que envolve a construção dos chamados “romances históricos”, mas sobretudo porque as escolhas narrativas de uma ficção escrita em 1996 sobre o envio de órfãs portuguesas ao Brasil em 1555, por exemplo, diz muito mais sobre o presente da publicação do que sobre aquele passado no qual o enredo se desenvolve.

K. Relato de uma busca, de Bernardo Kucinski, indicado por Licariãio. Foto: Bruno Leal.
K. Relato de uma busca, de Bernardo Kucinski, indicado por Licariãio. Foto: Bruno Leal.

É nesse sentido que as ficções sobre a ditadura brasileira, muito além de apresentarem ao grande público as técnicas de tortura, as arbitrariedades e os embustes que caracterizaram a história brasileira entre 1964 e 1985, contribuem com a percepção de um presente falsamente pacificado, misto de semidemocracia cínica e “máquina coletiva de recalque”, nas palavras do escritor Julián Fuks.2 Assim como a história, a literatura sempre parte de perguntas do presente, mas em lugar de entregar um saber construído a partir de fontes e documentos, ela nos oferece uma parcela da plasticidade humana. Isso significa que no horizonte da literatura não devemos buscar “verdades” do mundo (por mais que o texto literário também tenha seu valor enquanto documento histórico), mas representações variadas sobre o comportamento de indivíduos e grupos, bem como sobre o estabelecimento de instituições ou de visões de mundo. Como muito bem sintetizou Roland Barthes, a ficção “não diz que sabe alguma coisa, mas que sabe de alguma coisa”.3 Com a literatura podemos aprender a perceber o outro, não com a cientificidade que dedicamos a um objeto de estudo, mas como desejo de alteridade que renova o mundo e humaniza as diferenças.

Se, como defendo, a realidade que a literatura busca apreender é aquela da existência, campo das possibilidades humanas, observar como a memória da ditadura se comporta na ficção contemporânea é uma oportunidade de entrar em contato com aquilo que tem sido institucionalmente silenciado. Na evidente escassez de monumentos, tribunais e lugares de memória, nosso trauma encontra um espaço de elaboração também por meio da ficção, através de um complexo inventário que recria tudo aquilo que o discurso do historiador muitas vezes evita dizer: a dor e o sangue, as lágrimas e as feridas, a tensão e o horror. O arquivo é duro, de pouco acesso e intimidador; a literatura, ao contrário, consegue ser um pouco mais acessível, cabe na mão e atinge um público mais amplo, agindo muitas vezes em caráter de suplência em relação à historiografia. Ciente das inúmeras polêmicas que cercam os conceitos que seguem, arriscaria dizer que a literatura pode ser, nesse sentido, um arquivo mais democrático da ditadura brasileira. Não se trata, claro, de aproximar ingenuamente literatura e verdade, mas perceber a primeira como um lugar onde discursos do e sobre o passado também se manifestam.

Conte-nos uma “descoberta” interessante que você fez na pesquisa para o doutorado.

A pergunta é um pouco mais difícil de responder porque a pesquisa em literatura, via de regra, parte de um ou mais textos literários que já são de conhecimento do pesquisador. Não há muito espaço, portanto — como há na análise de fontes, arquivos e documentos —, para descobertas inusitadas. Mas se sairmos do escopo da pesquisa para abranger a literatura produzida nos demais países latino-americanos que também sofreram ditaduras, o caso brasileiro chama a atenção pela presença ainda muito forte das descrições de tortura e da violência perpetrada pelo Estado. Em contextos como o da Argentina, por exemplo, que teve sua Comissão Nacional da Verdade (1983-1985) logo após o fim da ditadura (1976-1983), a denúncia da violência repressora tem cedido lugar a questões sobre o conflito de gerações e o futuro da memória, ou mesmo sobre a culpa de quem sobreviveu e daqueles que foram coniventes com o regime de exceção. Cenas explícitas de tortura tem se tornado cada vez menos frequentes. Uma possível leitura da insistência da literatura brasileira em trazer a tortura e a violência ao primeiro plano das narrativas estaria relacionada com a ausência de políticas públicas e medidas institucionais que seriam fundamentais à superação do trauma nacional. Para citar a psicanalista Maria Rita Kehl, “O esquecimento da tortura produz a naturalização da violência como grave sintoma social no Brasil”.[4] A vontade ética da literatura, neste caso, parece atenta aos perigos engendrados pelo silenciamento.   

A Lei da Anistia de 1979 contribuiu sobremaneira para essa normatização do esquecimento, promovendo aquele “apagamento do erro” de que fala Paul Ricouer. Aqui, a anistia engendrou amnésia, e o luto de cada família ficou restrito à esfera do privado, carente de justiça. Torturadores seguem impunes, beneficiados pelo “mal de Alzheimer nacional”

Na Europa, existe uma “literatura do trauma” que é muito consolidada, principalmente aquela relacionada ao Holocausto. Você acha que a nossa literatura de ficção sobre a ditadura poderia se encaixar dentro dessa ideia de “literatura de trauma”?

Há tempos que a crítica literária e os estudos sobre trauma caminham juntos e, como toda relação de longa data, alguns limites tendem a ser ultrapassados gerando mal-estar em ambas as partes. Há quem defenda, por um lado, uma diferenciação clara entre a escrita testemunhal e a escrita de ficção, e, por outro, há aqueles que desejam ampliar o conceito de testemunha para incluir quem ouve a história de sofrimento e não vai embora, reproduzindo-a, com os meios de que dispõe, para manter viva a narrativa da dor do outro. No fogo cruzado entre os limites éticos da ficção e os abusos da memória, a Shoah perde sua especificidade histórica para se transformar numa espécie de modelo epistemológico a partir do qual seria possível pensar outros processos históricos traumáticos. É no campo dessa ressignificação que a “literatura do trauma” e a “literatura da ditadura” se aproximam. Dentro de um quadro de violência como o brasileiro, o componente traumático da história se manifesta nas narrativas através de diferentes estratégias: como entrave ao conhecimento identitário (de uma personagem, de um grupo ou do povo); como sintomas de precariedade e melancolia; como desarticulação interna e descontinuidade da percepção; ou até mesmo por meio de figuras de linguagem recorrentes como a hipérbole e a elipse. Através dessas estratégias, o impacto traumático encontra na ficção formas de elaboração análogas aos testemunhos de sobreviventes dos campos de concentração. A diferença fundamental, no caso da ficção (aqui em “oposição” ao testemunho), é que sua ligação com o trauma não pressupõe o resgate do indivíduo da clivagem provocada pelo recalque; o que a ficção pode fazer é resgatar o inconsciente coletivo do campo da experiência impronunciável.

Você pode indicar dois livros sobre a ditadura militar brasileira?

K. Relato de uma busca, de Bernardo Kucinski, está sempre em primeiro lugar nas minhas indicações porque o considero um verdadeiro divisor de águas da literatura nacional contemporânea. Trata-se de uma novela que acompanha a busca de um pai, K., pela filha e pelo genro desaparecidos políticos da ditadura. Apesar do insumo biográfico — o autor perdeu a irmã e o cunhado, Ana Rosa Kucinski e Wilson Silva, quando ambos foram sequestrados em 1974 pelas forças de segurança do estado de São Paulo — a narrativa é sobretudo obra de ficção, ainda que a complementaridade entre real e fictício seja evidente desde a advertência que abre livro: “Caro leitor: Tudo neste livro é invenção, mas quase tudo aconteceu”. Marcada pelo absurdo, pela perda de sentido e, consequentemente, pela negatividade da experiência, a narrativa combina diferentes vozes e perspectivas para trazer ao presente uma discussão imprescindível sobre o não-lugar institucional, afetivo e simbólico do desaparecido político.

A segunda recomendação ficará com o romance Azul corvo, de Adriana Lisboa. Publicado em 2010, trata-se da história de uma adolescente que, após perder sua mãe, decide procurar o pai biológico nos Estados Unidos e acaba por encontrar um sobrevivente da Guerrilha do Araguaia. Episódio por muito tempo negado pelas forças armadas, a guerrilha tem sido, por esse mesmo motivo, pouco abordada pela ficção. O trabalho de Lisboa consegue unir questões tão amplas e sensíveis quanto exílio, imigração, memória e identidade em uma trama urdida com a precisão cirúrgica das linguagens sem excesso. Suas personagens, assim como as de Kucinski, dão corpo a uma memória nacional precária em busca daquilo que lhes foi institucionalmente negado: justiça e luto. Ambas as buscas, em K. e em Azul corvo, na década de 1970 ou nos anos 2000, representam os entraves e todo o esforço envolvido na descoberta e transmissão de uma memória que se levanta contra a conciliação amnésica promovida pela anistia.

Notas

[1] Bernardo Kucinski, no capítulo “As cartas à destinatária inexistente” de K. Relato de uma busca.

[2] Julián Fuks. “A era da pós-ficção: notas sobre a insuficiência da fabulação no romance contemporâneo”. Capítulo do livro Ética e pós-verdade, publicado pela editora Dublinense, 2017.

[3] Roland Barthes no texto “Aula”, de 1977.

[4] No artigo “Tortura e sintoma social” publicado no livro O que resta da ditadura (2010), organizado por Edson Teles e Vladimir Safatle.

Berttoni Licarião é doutorando em Literatura na Universidade de Brasília (bolsista CAPES) com projeto sobre a memória da ditadura na ficção contemporânea brasileira. Mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas Gerais, área de concentração Literatura Brasileira. Graduado em Letras pela Universidade Federal da Paraíba em 2009 na habilitação Língua Vernácula (Português) e Língua Estrangeira Moderna (Inglês) e Literaturas de Expressão Portuguesa e Inglesa. Durante a graduação, foi bolsista por dois anos em um projeto de inclusão social no ensino de inglês através do universo shakespeariano.

Bruno Leal é fundador e editor do Café História. É professor adjunto de História Contemporânea do Departamento de História da Universidade de Brasília (UnB). Doutor em História Social (UFRJ, 2015). Mestre em Memória Social (UNIRIO, 2009), Especialista em História Contemporânea (PUCRS, 2010), Graduado em História (UERJ, 2006) e Comunicação Social (UFRJ, 2006). Foi professor do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense (UFF). Tem pós-doutorado em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Pesquisa História Pública, História Digital e Divulgação Científica. Também desenvolve pesquisas sobre crimes nazistas e justiça no pós-guerra, com especial ênfase no destino dos criminosos nazistas. Foi cocoordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos e Árabes da UFRJ, o NIEJ entre 2011 e 2018. É membro da Rede Brasileira de História Pública e da Associação das Humanidades Digitais.

Como citar esta entrevista

LICARIÃO, Berttoni. A ditadura militar na ficção contemporânea brasileira: entrevista com Berttoni Licarião. Entrevista concedida a Bruno Leal. In: Café História – História feita com cliques. Disponível em: https://www.cafehistoria.com.br/literatura-historia-ditadura/. Publicado em: 14 out. 2019. Acesso: [informar data].

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