Este jornalista criou um mapa da imprensa alternativa na ditadura militar

Além dos famosos “Pasquim” e “Opinião”, jornais e revistas alternativos circularam em todas as regiões do país.

Pedro Aguiar, professor do Departamento de Comunicação da UFF, vinculado ao curso de Jornalismo, produziu um mapa de jornais e revistas alternativos que circularam durante a durante a ditadura militar no Brasil (1964-1985).

Além de veículos conhecidos, como “O Pasquim”, que circulou no Rio de Janeiro e juntou Ziraldo, Paulo Francis e Millôr Fernandes, Aguiar localizou mais de 20 outros veículos do gênero, em diversas regiões do país, evidenciando que a imprensa alternativa foi muito além do eixo Rio-São Paulo.

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Mapa criado pelo jornalista e professor Pedro Aguiar (UFF). Imagem: reprodução com autorização.

“Minha intenção com esse mapa é sugerir, nas pesquisas sobre imprensa alternativa, um deslocamento do centro das atenções: do eixo Rio-São Paulo para uma abordagem verdadeiramente nacional, que contemple diferentes iniciativas que existiram nas cinco regiões do Brasil. Os trabalhos do Bernardo Kucinski, da Maria Aparecida Aquino e do Rivaldo Chinem são importantíssimos, mas trazem uma abordagem focada no Sudeste. A ideia do mapa foi ampliar a escala geográfica. Para isso, adaptei os dados do Kucinski e acrescentei minha própria compilação, incluindo veículos que não estão no livro”, disse Aguiar ao Café História.

O professor ressaltou ainda que os jornais, revistas, boletins e agências que aparecem no mapa são apenas uma seleção entre os quase 200 veículos de imprensa alternativa no período da ditadura militar que ele pôde compilar.

Bruno Leal

Fundador e editor do Café História. É professor adjunto de História Contemporânea do Departamento de História da Universidade de Brasília (UnB). Doutor em História Social. Tem pós-doutorado em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Pesquisa História Pública, História Digital e Divulgação Científica. Também desenvolve pesquisas sobre crimes nazistas e justiça no pós-guerra.

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