O mês de junho de 2026 consolidou uma tendência de “retorno às bases” entre os leitores de História na Universidade de Brasília. O relatório de empréstimos do sistema Pergamum indica que, após um semestre de forte interesse em temas contemporâneos, a comunidade acadêmica voltou sua atenção para as grandes interpretações do Brasil e para a teoria historiográfica.
O grande destaque do mês foi o historiador Boris Fausto, cuja obra “História concisa do Brasil” registrou 5 empréstimos, alcançando a 21ª posição no ranking geral da biblioteca. A permanência de Fausto no topo reforça sua importância como síntese referencial para a compreensão da trajetória política e social do país.
Os Clássicos da Formação Nacional
Logo em seguida, um bloco de obras fundamentais obteve 4 empréstimos cada, refletindo um interesse equilibrado por diferentes perspectivas da história brasileira e geral. O clássico “Raízes do Brasil”, de Sérgio Buarque de Holanda, e a obra “Formação econômica do Brasil”, de Celso Furtado, figuraram entre as mais procuradas, dividindo espaço com o manual de Edward McNall Burns, “História da civilização ocidental”.
A presença de Frantz Fanon com “Pele negra, máscaras brancas” no mesmo patamar de circulação demonstra que os debates sobre colonialidade e raça continuam a permear transversalmente os estudos históricos na instituição.
Teoria da História e Perspectivas Globais
O levantamento de junho aponta também para uma forte demanda por obras de reflexão sobre o ofício do historiador. Títulos como “A história escrita”, organizado por Jurandir Malerba, e a instigante obra de Ivan Jablonka, “A história é uma literatura contemporânea”, registraram 3 retiradas cada. No campo da história internacional, o clássico de Eric Hobsbawm, “A era das revoluções”, e a coletânea sobre a “Época moderna” organizada por André de Melo Araújo mantiveram a tradição de buscas por grandes processos de transformação global.
Fechando os destaques, a obra de David Graeber e David Wengrow, “O despertar de tudo”, reafirma o interesse por novas abordagens sobre as origens das estruturas sociais humanas.
Esta matéria é fruto de uma parceria entre o portal Café História e a Biblioteca Central da Universidade de Brasília (BCE/UnB). O levantamento utiliza os dados extraídos do relatório oficial do sistema Pergamum sobre os títulos mais procurados na instituição durante o mês de junho de 2026. Por meio dessa colaboração, busca-se dar visibilidade às obras de História que compõem o acervo bibliográfico da UnB e às dinâmicas de leitura de sua comunidade.
Top 10 de História – Junho de 2026
Abaixo, a tabela com os dados de circulação de junho prontos para o seu box de edição:
| Título | Autor | Empréstimos | Pos. História | Pos. Geral |
|---|---|---|---|---|
| História concisa do Brasil | Boris Fausto | 5 | 1º | 21º |
| Raízes do Brasil | Sérgio Buarque de Holanda | 4 | 2º | 22º |
| História da civilização ocidental | Edward McNall Burns | 4 | 3º | 22º |
| Formação econômica do Brasil | Celso Furtado | 4 | 4º | 22º |
| A história escrita | Jurandir Malerba (org.) | 3 | 5º | 23º |
| A história é uma literatura contemporânea | Ivan Jablonka | 3 | 6º | 23º |
| A era das revoluções | Eric Hobsbawm | 3 | 7º | 23º |
| A época moderna | André de Melo Araújo (org.) | 3 | 8º | 23º |
| O despertar de tudo | David Graeber & David Wengrow | 2 | 9º | 24º |
| O Brasil Imperial | Keila Grinberg & Ricardo Salles | 2 | 10º | 24º |
Informações complementares: No ranking geral da biblioteca em junho de 2026, as obras de Ciências Exatas continuam em destaque, com manuais de Química (Atkins & Jones) e Cálculo (Boldrini) figurando nas primeiras posições.