Um lugar chamado Notting Hill: os distúrbios raciais de 1958

Distúrbios raciais em famoso bairro de Londres tornaram evidentes as dificuldades da formação multiétnica da Inglaterra no século XX.

Por Bruno Leal Pastor de Carvalho

É quase impossível hoje em dia ouvir o nome Notting Hill e não se lembrar da agradável comédia-romântica “Um lugar chamado Notting Hill”, lançada em 1999 e estrelada por Julia Roberts e Hugh Grant. Muito antes do filme do diretor Roger Michell, porém, o nome Notting Hill já era conhecido do grande público. Mas por um motivo bem diferente: em 1958, o bairro londrino foi palco de um dos maiores e mais tristes distúrbios raciais da história da Inglaterra. O enfrentamento entre ingleses brancos e imigrantes (a maioria formada por negros caribenhos e jamaicanos)1 no bairro culminou em centenas de pessoas feridas e/ou presas, além de prédios destruídos. Neste artigo, veremos o que foram esses distúrbios, quais foram as suas origens e qual a importância deste episódio.

Welcome: o pós-guerra e a imigração para a Inglaterra

A questão da imigração é uma peça-chave na revolta de Notting Hill. Depois da Segunda Guerra Mundial, a Grã-Bretanha enfrentou um dramático déficit de mão de obra masculina. Muitos homens morreram em combate ou se feriram no front. Outros tantos ainda não tinham sido desmobilizados. Esse déficit era ainda mais sentido porque boa parte da infraestrutura do país precisava ser reconstruída: escolas, hospitais, ferrovias, estradas, fábricas, habitações, prédios públicos. Muita coisa tinha simplesmente virado escombros depois de seis anos de uma guerra intensa.

Homem negro diante de policial branco durante as revoltas raciais de Notting Hill. Fonte: Popular Resistence
Homem negro diante de policial branco durante as revoltas raciais de Notting Hill. Fonte: Popular Resistence

Com o objetivo de acelerar essa reconstrução, as autoridades britânicas desenvolveram uma série de políticas públicas de incentivo à imigração. O grande marco dessa política foi o Ato de Nacionalidade Britânica de 1948, que facilitou a obtenção de cidadania britânica para os habitantes da Commonwealth – nome da organização intergovernamental que reúne países que fizeram parte do antigo Império Britânico. Isso significava que virtualmente 800 milhões de pessoas poderiam tentar a vida na “nação-mãe” sem a necessidade de visto.

Diversas campanhas e pontos de recrutamento foram inaugurados no exterior. O governo britânico e as empresas privadas do país tinham preferência por basicamente um perfil: homem, jovem, com boa saúde e que aceitasse salários abaixo da média. O apelo deu certo: entre 1948 e 1961, cerca de 30 mil pessoas por ano imigraram para a Grã-Bretanha, sobretudo para a Inglaterra. A maioria era proveniente da Índia, do Paquistão, do Caribe e de antigas colônias na África.

Os imigrantes foram fundamentais para o restabelecimento da infraestrutura britânica, que não só foi reconstruída nos anos seguintes, como foi ainda modernizada, servindo de trampolim para uma nova era de crescimento econômico. Além disso, a onda de imigração mudou a paisagem urbana britânica. Além de judeus, católicos e protestantes, havia mais budistas, hinduístas e muçulmanos andando pelas ruas de cidades como Londres, Liverpool e Birmingham. Escutava-se uma miríade de línguas nos mercados, nas fábricas, nos pubs e nos cafés. No início dos anos 1950, o país estava não só tinha se reerguido, como também se tornara multicultural.

Go home! Racismo e preconceito nas ruas

Se o recrutamento fora bem planejado pelas autoridades britânicas, o mesmo não se podia dizer quanto ao acolhimento dessas pessoas. Com hábitos, culturas, formação educacional e histórias de vida diferentes da maioria dos britânicos, os novos imigrantes não tiveram qualquer tipo de acompanhamento de agentes sociais e, assim, tiveram enormes dificuldades para se integrar à nova sociedade.

Embora empregados, caribenhos e indianos, entre outros, recebiam baixos salários e tinham que economizar cada centavo. Muitos haviam imigrado sozinhos e estavam ávidos para trazer suas famílias para junto de si. Segundo a socióloga Ellis Cashmore, a maioria residia em bairros pobres e a natureza do trabalho a que foram submetidos nos centros metropolitanos foi pré-determinada pelo legado colonial. “Num período de pleno emprego, trabalhadores nativos brancos passaram inevitavelmente a ocupar cargos mais altos no mercado de trabalho. As vagas de ‘nível inferior’ foram preenchidas pelos imigrantes. Tratava-se de ocupações de baixo status em indústrias de tecidos e roupas, para as quais frequentemente não era necessária nenhuma qualificação específica, trabalhos em maquinarias e fundições, hotéis, serviços de transporte e hospital”.2 Para Cashmore, essa situação reafirmava uma série de preconceitos: “a noção predominante de que os negros eram seres inferiores que serviam apenas para realizar tarefas servis teve sua origem na era colonial, e a experiência dos migrantes negros dos centros metropolitanos reforçou esse estereótipo”.3

Na Inglaterra, o bairro de Notting Hill recebeu milhares dos imigrantes que se dirigiram para o país, principalmente caribenhos. Notting Hill era um bairro pobre e ocupado fundamentalmente por operários ingleses brancos. Abundavam na região problemas de violência, prostituição, falta de entretenimento e disputas variadas, além de graves problemas de habitação. Esses problemas só viriam a aumentar com a explosão demográfica.

O encontro dos brancos ingleses de Notting Hill com os imigrantes gerou atritos enormes. Os antigos moradores do bairro associaram a piora na qualidade de vida não à falta de planejamento do Estado, mas aos imigrantes. Os problemas de alteridade, então, afloraram. A maioria dos pubs, por exemplo, não aceitava a entrada de imigrantes. O estilo de vida dos recém-chegados também era foco de muita tensão. Muitos indianos eram extrovertidos, falavam alto e escutavam músicas diferentes. Da mesma maneira, os caribenhos trouxeram uma cultura de rua completamente diversa daquela que era vista nas ruas londrinas. Desta fricção resultaram atitudes claramente racistas contra os imigrantes.

Na década de 1950, eram bastante comuns em restaurantes, hotéis e abrigos cartazes indicando que a entrada de negros era proibida. Uma pesquisa realizada em 1956, aponta o pesquisador Tony Moore, revelou que 90% dos proprietários de imóveis de Londres admitiam que não aceitariam inquilinos negros.4 Para muitos imigrantes, a única solução era se refugiar no interior de suas comunidades étnicas, por meio de igrejas, clubes e ONGs, que tiveram um papel social essencial de acolhimento e proteção dessas pessoas.

Distúrbios em Notting Hill

Em 1958, a tensão vivida pela comunidade imigrante de Notting Hill converteu-se em violência física propriamente dita. Na madrugada do dia 24 de agosto daquele ano, nove jovens britânicos brancos embriagados e amontoados dentro de um carro realizaram cinco ataques diferentes contra negros residentes do bairro e imediações. Um homem foi esfaqueado e vários outros foram agredidos, muitos na cabeça. Dentro do carro, os jovens tinham uma pistola de ar, pedaços de madeira, ferramentas do carro, peças de ferro pontiagudas, braços de cadeiras e outros equipamentos com os quais agrediam negros aleatoriamente nas ruas.

Não sem algum atraso, a polícia conseguiu localizar os agressores, que foram levados sob custodia, recebendo uma dura repreensão do magistrado responsável pelo caso. Jornais londrinos, caso do The Guardian, comentaram que o caso era um sinal de que uma irrupção de violência estava prestes a acontecer em Notting Hill. A polícia metropolitana, contudo, não interpretou da mesma maneira e não preparou nenhum plano de contingência. Alguns dias depois, a previsão dos jornais se concretizaria: entre os dias 29 de agosto e 2 de setembro, durante um feriado bancário da cidade, uma onda de violência explodiria nas ruas de Notting Hill.

Policiais agrupam-se durante noite de distúrbios em Notting Hill. Fonte: Flashback

Em todos esses dias, quase sempre depois do pôr do sol, grupos de ingleses brancos saíram às ruas de Notting Hill de forma planejada a fim de agredir os imigrantes do bairro, especialmente negros. Quebraram as vidraças de suas casas, ameaçavam transeuntes e usavam bombas para destruir seus edifícios e comércios. Na virada do dia 30 para o dia 31 de agosto, um grupo usou bastões de ferro e garrafas de leite para agredir um grupo de oito homens negros que passavam pela Latimes Road.

Nessa mesma madrugada, um coquetel molotov foi arremessado por um desses grupos para dentro do número 63 da Bramley Road, iniciando um incêndio no local. Com uma exceção, a casa, que era dividida em vários quatros, era ocupada por residentes negros. Sem assistir a tudo passivamente, a comunidade negra começou a organizar pequenos grupos, que também saíam às ruas de Notting Hill para identificar e impedir os agressores de agir. Centenas de pessoas estavam nas ruas.

A população de Notting Hill sentia-se ilhada em meio à violência. Muitas pessoas durante o dia não se sentiam seguras para sair de suas casas. Tinham se tornado reféns debaixo do próprio teto. A imprensa flagrou boa parte desses atos de violência. Havia não só jornalistas de veículos impressos, como também equipes de TV. Primeiras equipes locais, mas depois internacionais começaram a exibir as cenas de guerra urbana que ocorriam em Notting Hill. A despeito de tudo isso, a polícia apenas muito lentamente foi colocando mais efetivos nas ruas. Ela parecia duvidar da gravidade situação – o que deixava os imigrantes ainda mais desguarnecidos.

Em poucas horas, centenas de pessoas nas ruas tomaram as ruas, divididas entre grupos brancos e não brancos se enfrentando.


A noite mais violenta foi aquela entre o dia 31 de agosto e 1o de setembro. Grupos de jovens brancos bradavam pelas ruas cantos racistas, tais como “We’ll kill the black bastards” (“nós vamos matar os negros bastardos”, em português). Diversos imigrantes do bairro foram perseguidos e agredidos. Em poucas horas, centenas de pessoas nas ruas tomaram as ruas, divididas entre grupos brancos e não brancos se enfrentando. A polícia, diante das cenas de caos, colocou finalmente mais homens para tentar conter a situação. A ação foi vista pelos grupos brancos como uma espécie de “traição”, sendo os policiais chamados de “nigger lovers” (“amantes de negros”) e, em alguns casos, agredidos por impedirem as brigas. Diversos carros-patrulha foram danificados e vários policiais foram feridos.

Nesses dias foram muito comuns também brigas entre grupos jovens. Um dos enfrentamentos mais violentos foi entre grupos de jovens britânicos brancos associados ao estilo da música rock, os chamados Teddy Boys, e os Mods, uma outra espécie de tribo urbana formada por jovens de classe média que admiravam a música feita pelos imigrantes negros, caso do jazz, do soul e do blues.

É difícil saber o que movia exatamente essas expressões de ódios dos grupos brancos. A incapacidade de lidar com a diferença cultural e racial era óbvia. Mas que fator fora o disparador de tamanha violência? Moore explica que muitos operários de Notting Hill sentiam que os seus empregos corriam risco por causa de uma competição direta com os imigrantes, sem perceber, contudo, que a questão do desemprego registrada no final dos anos 1950 derivava da crise do Canal do Suez e que esta crise, ironicamente, atingia primeira e mais fortemente os próprios imigrantes.

Além disso, também é preciso considerar as motivações políticas. Grupos fascistas e de supremacistas brancos alimentavam em boa medida a insegurança dos operários britânicos. Grupos como “O Movimento de União de Oswald Mosley” e “Liga de Defesa Branca” uniram-se naquela época em uma campanha chamada “Keep Britain White” (“Mantenha a Grã-Bretanha Branca”), acabando até mesmo por influenciar os sindicatos, que organizariam diversas marchas em Londres contra os imigrantes e a política imigratória no final dos anos 1950 e início dos anos 1960. Nas palavras da historiadora Kennetta H. Perry, “embora os britânicos apregoassem valores como tolerância, inclusão racial e progressismo, notícias de ‘revoltas raciais’ contavam uma história diferente, diametralmente oposta à essa narrativa da nação”.5

Segundo Moore, 117 pessoas foram presas nos cinco dias de revolta, das quais dois terços eram brancas. Os detidos foram processados pelo poder público por danos corporais graves, destruição de patrimônio e tumulto. “Entre as armas apreendidas no período estavam machados, cintos com pregos, correntes de bicicleta, garrafas, facas de trinchar, barras de ferro, facas da bainha e tesouras”.6

A imprensa parecia dividida entre o espanto e o próprio racismo. O The Times chamou a revolta de uma “luta feia”, enquanto que o Daily Mail perguntou aos leitores: “Nós devemos permitir que eles continuem chegando?” Alguns jornais chegaram a publicar textos sensacionalistas, dizendo que os imigrantes não tinham boa higiene, envolviam-se em atividades criminosas e práticas sexuais condenáveis. Calcula-se que mais de 4 mil imigrantes caribenhos que viviam no bairro retornaram aos seus países de origem nos anos seguintes aos distúrbios de 1958.

Documentos secretos tornados públicos em 2002 revelaram que altos oficiais da polícia metropolitana de Londres tentaram diminuir os distúrbios de Notting Hill classificando-os como uma simples ação de “brigões brancos e negros” que cometeram atos de vandalismo. Esses oficiais, segundo os documentos, tentaram inclusive convencer o então Secretário de Estado para Assuntos Internos, Rab Butler, de que o componente racial não esteve presente nos distúrbios. Relatórios de policiais que patrulhavam as ruas do bairro nos dias dos distúrbios, contudo, atestam que os tumultos foram causados em sua esmagadora maioria por grupos formados pela classe média trabalhadora branca, além de grupos de Teddy Boys que queriam “caçar negros”. Parte do conteúdo desses relatórios policiais foi publicada em uma reportagem do jornal The Guardian.

Keep Britain White - Ever Liging roots
“Mantenha a Grã-Bretanha branca”. Foto: reprodução da internet

Epílogo e significados de Notting Hill

As revoltas ocorridas em Notting Hill expuseram de forma inédita questão do racismo na Grã-Bretanha e da identidade britânica. Nos anos seguintes à explosão de violência de Notting Hill, a construção de uma Grã-Bretanha multicultural – em especial, uma Londres multicultural – foi um processo caracterizado por muitas idas e vindas. O governo, preocupado com a onda de violência e com a possibilidade de não integração de uma parte importante de sua comunidade, desenvolveu e aprovou leis antirracistas, além de tentar elaborar políticas públicas que visavam educar a sociedade para a integração social.

A despeito desses avanços, a violência e o racismo não esmoreceram na sociedade britânica – ao menos não rapidamente ou definitivamente. Isso ficou bem claro um ano depois dos acontecimentos de Notting Hill. Em 1959, Kelso Cochrane, um imigrante caribenho, voltava para a sua casa no bairro quando foi cercado por um grupo de jovens brancos. Ele foi insultado, agredido e esfaqueado. Caído no chão, Cochrane, de 32 anos, foi levado ainda para o hospital, mas ainda no caminho não resistiu.7 O caso se tornou um dos símbolos da luta contra o racismo na Grã-Bretanha e insuflou ainda mais o debate público no país sobre imigração, tema que animaria as eleições no país.

Em 1964, por exemplo, o candidato do Partido Conservador, Peter Griffiths, ganhou as eleições em Birmingham após uma campanha calcada no argumento contra a imigração. Seu lema de campanha era: “se você quer um negro como vizinho, vote no Partido Trabalhista”. E em 1967, formou-se o Partido da Frente Nacional, composto por muitos membros da classe trabalhadora. Ele era decididamente oposição à imigração de não brancos para a Grã-Bretanha e qualquer medida com teor multiculturalista ou que contemplasse melhorar as relações raciais no país.

A onda conservadora e antipática ao multiculturalismo trazido pela imigração acabou tendo consequências práticas. Uma série de leis foram implementadas pelas autoridades britânicas entre 1962 e 1971 visando restringir drasticamente a imigração de pessoas oriundas das antigas colônias britânicas. No início dos anos 1970, a Grã-Bretanha parou de aceitar todos os pedidos de imigração primária (uma pessoa sozinha) de negros e asiáticos – sua legislação imigratória se tornou uma das mais duras em todo o mundo.

Somente nos anos 1990, com o fenômeno da globalização, esse quadro foi revertido, voltando o país a atrair grandes quantidades de imigrantes que hoje ajudam a tornar cidades como Londres em multiculturais. Entre 2001 e 2011, a população nascida for do país aumentou de 4.6 milhões para 7.5 milhões. Em 2016, Sadiq Khan, muçulmano de 45 anos, filho de um motorista de ônibus e de uma costureira, ambos paquistaneses, foi eleito prefeito da cidade de Londres.

Notting Hill e Londres mudaram e mudaram muito – para melhor. Isso não quer dizer, contudo, que o preconceito e o racismo tenham desaparecido. Em 2005, por exemplo, Jean Charles de Menezes, imigrante brasileiro de 27 anos, foi morto pela Scotland Yard dentro de um trem do metrô de Londres. Menezes foi confundido pela polícia com Hamdi Adus Isaac, ligado a atentados terroristas na cidade.

Caryl Phillips, escritor britânico negro de ascendência caribenha, em entrevista ao jornal The Guardian, em 2004, sublinhou como, no bojo do processo de globalização, a integração do imigrante na Grã-Bretanha pode ser uma realização interditada: “O principal eixo de frustração está no que acontece entre o Caribe e o Reino Unido – especialmente o RU. […] não há outra sociedade sobre a Terra que possa […] transformar você num negro em oito horas, antes que você tenha deixado o Terminal 3”. O Phillips faz parte de um importante movimento formado por imigrantes caribenhos e descendentes que tem renovado a literatura britânica.


Notas

1 Os agressores brancos usavam as palavras “nigger” e “coloured” para designar todos aqueles que não consideravam brancos.

2 CASHMORE, Ellis. Dicionário de relações étnicas e raciais. Selo Negro, 2000. Pp.57-58.

3 Idem.

4 MOORE, Tony. Policing Notting Hill: Fifty Years of Turbulence. Waterside Press, 2013. p.23.

5 PERRY, Kennetta Hammond. London is the place for me: Black Britons, citizenship, and the politics of race. Oxford University Press, 2015.

6 MOORE, Tony. Policing Notting Hill: Fifty Years of Turbulence. Waterside Press, 2013. P.56.

7 Depois da enorme onda de violência que tomou conta de Notting Hill, Claudia Jones, ativista nascida em Trinidade e Tobago, mas residente em Brixton e editora do primeiro jornal semanal de cultura negra do Reino Unido, o West Indian Gazette, propôs a ideia de realizar um carnaval caribenho para construir uma unidade entre as pessoas pela cultura. A ideia vingou e é hoje uma das marcas do bairro londrino.


Referências Bibliográficas

BONNICI, Thomas. Literatura Negra e seu contexto britânico. Cadernos de Estudos Culturais, v. 3, n. 6, 2017.

CASHMORE, Ellis. Dicionário de relações étnicas e raciais. Selo Negro, 2000.

MOORE, Tony. Policing Notting Hill: Fifty Years of Turbulence. Waterside Press, 2013.

PERRY, Kennetta Hammond. London is the place for me: Black Britons, citizenship, and the politics of race. Oxford University Press, 2015.

SHUKRA, Kalbir. The changing pattern of black politics in Britain. Pluto Press, 1998.

WARREN, Cathy; BUSHNELL, Nigel; LEONARD, Angela. Edexcel GCSE History: CA11 Change in British Society, 1955-75. Controlled Assessment Student Book. Pearson Education, 2010.


Bruno Leal Pastor de Carvalho – Professor do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde desenvolve seu pós-doutorado (PNPD), vinculado ao Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Foi também professor do Instituto de História da Universidade Federal Fluminense (UFF). É doutor em História Social pela UFRJ (2015), mestre em Memória Social pela UNIRIO (2009) e especialista em História Contemporânea pela PUCRS (2010). Graduado em História pela UERJ (2006) e em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela UFRJ (2006). É fundador e editor do portal Café História, além de cocoordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos e Árabes da UFRJ (NIEJ). É membro da Rede Brasileira de História Pública e da Associação das Humanidades Digitais. Seu campo de interesses inclui: holocausto, crimes de guerra, história pública digital e divulgação de história.  


Como citar esse artigo

CARVALHO, Bruno Leal Pastor de. Um lugar chamado Notting Hill: os distúrbios raciais de 1958 (artigo).  In: Café História – história feita com cliques. Disponível em: https://www.cafehistoria.com.br/um-lugar-chamado-notting-hill/. Publicado em: 9 abr. 2018. Acesso: [informar data].

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