Sans-culottes

O termo “sans-culotte”, que remete à ausência das roupas da nobreza nos grupos populares, é anterior à Revolução, e aparece já no texto de Marat, O Amigo do Povo. O sans-culotte poderia ser um artesão, um pequeno patrão ou um compagnon (intermediário entre aprendiz e mestre), vivendo como artesão assalariado, criado doméstico ou pequeno comerciante. Desse modo, o termo não se referia a uma “classe”, tampouco a um “proletariado urbano”, mas designava uma aspiração política compartilhada por grupos citadinos e desprivilegiados.

Bruno Leal

Fundador e editor do Café História. É professor adjunto de História Contemporânea do Departamento de História da Universidade de Brasília (UnB). Doutor em História Social. Tem pós-doutorado em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Pesquisa História Pública, História Digital e Divulgação Científica. Também desenvolve pesquisas sobre crimes nazistas e justiça no pós-guerra.