“Escola Sem Partido” é tema de dossiê especial de revista acadêmica

Nova edição da revista Fênix pode ser baixada gratuitamente.

Por Bruno Leal | Agência Café História

Fênix – Revista de História e Estudos Culturais, publicação eletrônica do Núcleo de Estudos em História Social da Arte e da Cultura (NEHAC) da Universidade Federal de Uberlândia, disponibilizou a sua mais nova edição, que traz um dossiê especial sobre o “Escola sem Partido”, movimento político de cunho conservador criado em 2004 pelo advogado Miguel Nagib e cujas ideias têm inspirado projetos de lei que, na opinião dos editores do Café História, estão colocando em sério risco a liberdade de cátedra e a autonomia de professores em diversos lugares do Brasil.

Sala de aula
 Escola sem Partido coloca em risco autonomia do professor. Foto: Pixabay.

O dossiê é composto por oito artigos. Os professores organizadores do dossiê, Nivaldo Alexandre de Freitas e Merilin Baldan, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) explicam a escolha do tema na apresentação desta edição da revista:

–As implicações do “Escola Sem Partido” são nefastas para a formação humana, pois estão alicerçadas em ideias neoliberais e neoconservadoras de sociedade e de educação, que recorrem a uma concepção equivocada de educação, uma vez que cerceiam a possibilidade de emancipação e de diálogo e, principalmente, operam na negação da educação e da escolaridade pensadas para uma sociedade plural. Ainda se faz necessário analisar os aspectos subjetivos da formação, bem como as consequências que o controle dos sujeitos, incentivado pelo Escola Sem Partido, gera na esfera individual e social, como por exemplo, a irrupção do fenômeno da medicalização da vida.

A Fênix  é um periódico eletrônico voltado para a divulgação de pesquisas acadêmicas, por isso é de livre acesso. Os usuários podem ler, baixar, divulgar e utilizar em suas pesquisas acadêmicas todo o conteúdo publicado no periódico, desde que os créditos sejam dados aos autores e ao periódico.

Na última avaliação Qualis/Capes, a revista obteve em sua área de avaliação – História – o conceito B2. Este conceito também foi conquistado na área Interdisciplinar e nas áreas com as quais estabelece interlocuções – Artes/Música e Letras/Linguística. Já na área de Filosofia, obteve o conceito B1.

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