O dia em que os algoritmos confundiram o anúncio de um livro de história com um anúncio pornográfico 1
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O dia em que os algoritmos confundiram o anúncio de um livro de história com um anúncio pornográfico

A historiadora especializada em século XVII, Andrea Zuvich, tentou anunciar o seu novo livro no Instagram e no Facebook, mas ambos rejeitaram o anúncio porque acharam que ela estava tentando vender “produtos ou serviços para adultos”. Com razão, ela protestou em suas redes sociais dizendo o que deveria ser óbvio: “Estou tentando anunciar um livro de história!”.

Em livro gratuito, historiadores examinam epidemias ao longo da história 2
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Em livro gratuito, historiadores examinam epidemias ao longo da história

Meu colega da Universidade Federal Fluminense, o historiador Luis Fernando Saraiva, ao lado de outros dois pesquisadores, Rita de Cássia da Silva Almico e James William Goodwin Jr., acabam de lançar o livro “Na saúde e na doença – história, crises e epidemia”, pela editora Hucitec. A obra traz artigos de diversos autores, muitos dos quais historiadores e historiadoras, que refletem sobre a pandemia do novo coronavírus e outras epidemias da história. Para fazer download gratuito (e legal) da obra, acesse o Notas de Rodapé clicando no título acima.

Pesquisar no arquivo? Só uma visita por semana 3
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Pesquisar no arquivo? Só uma visita por semana

Depois de meses fechado por causa da pandemia, o The National Archives (Arquivo Nacional Britânico) anunciou que reabrirá as suas portas no dia 21 de julho. Os historiadores que interromperam suas pesquisas na instituição certamente vibraram com o anúncio. Porém, o “novo normal” por lá será muito diferente. A diretoria do The National Archives estabeleceu várias regras de biossegurança. Uma delas é a regra de “uma visita por semana”. Ou seja, o pesquisador terá que se contentar em ir lá apenas uma vez por semana. Pelo visto, tem muita pesquisa histórica que vai demorar mais do que o previsto para sair…

O avô no campo de concentração 4
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O avô no campo de concentração

Em tempos de negacionismo histórico, a minha amiga Marina Lemle, jornalista, descobriu a ficha de entrada do avô dela, Henrique Lemle, rabino fundador da ARI (Associação Religiosa Israelita), no campo de concentração de Buchenwald, para onde foi enviado depois da Noite dos Cristais, em 11 de novembro de 1938. Felizmente, ele se salvou do Holocausto com a ajuda do World Union for Progressive Judaism, imigrando para Londres e depois para o Rio de Janeiro, onde faleceu em 1978. O documento estava no Arolsen Archives e quem o encontrou foi Charles Steiman, amigo de Marina e pesquisador do “Heritage and History”, na Alemanha. “A história prevalece”, ela disse. Está coberta de razão.